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Massa crítica é moeda do mundo globalizado

Em uma sociedade moderna e civilizada, é obrigação de todo cidadão pagar seus impostos devidos para que o Estado possa cumprir com as suas funções. Em algumas situações, o Estado decide mudar a forma de fazer com que o mesmo valor que lhe seria pago em forma de impostos seja utilizado em prol da sociedade, realizando, de uma forma ou de outra, sua função. Essas formas, em princípio, modernas e utilizadas nos países desenvolvidos, visam conferir dinamismo e eficiência maiores para o alcance do bem-estar social.

Uma das áreas estratégicas para o desenvolvimento de um país, nesse final de século, é a Informática. Recente reportagem mostrou que nos EUA há uma demanda reprimida de mais de 180.000 programadores. Onde essa massa crítica (que custa caro desenvolver) va i ser preparada? As universidades publicas, custeadas pelo contribuinte, não atendem a demanda. Sobra a iniciativa privada. Onde se pode continuar investindo em novos equipamentos, soluções de informática, que não apenas nos centros de pesquisa? Novament e sobra a iniciativa privada.

Para que ela possa competir dentro do mercado globalizado que trabalha a todo vapor, é preciso que tenha fôlego para se manter atualizada e competitiva. Vale ressaltar que os incentivos fiscais não são dados de graça. São, na realidade, um inteligente ins trumento de carrear investimentos para setores estratégicos, que não os recebe gratuitamente. Quem investe em empresas de tecnologia compra ações desta empresa, tornando-se acionistas das mesmas. As empresas por sua vez, podem comprar de volta essas ações em troca de serviços prestados a instituição que as financiou. O Estado, por sua vez, atingiu seu objetivo de tornar a sociedade e o mercado mais competitivo, gerando oportunidades de emprego e desenvolvendo essa massa crítica que hoje é a moeda mais cara do mundo globalizado.

  

Projeto AltasOndas                                                                              Washington D.C., 2005