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Droplets, você ainda vai usar.

Boa parte do desenvolvimento de aplicativos está se voltando para a Internet, há um bom tempo. Afinal de contas, o computador não é mais um dispositivo isolado. Todavia, muitos aplicativos que rodam na Internet, ainda precisam ser instalados no computador do usuário, e bem provavelmente, interagem remotamente com outros sistemas, pela Internet, através da filosofia “cliente-servidor”.  Essa etapa foi sendo superada, e muitas aplicações rodam inteiramente na web, sem que seja preciso instalar nenhum aplicativo no computador do usuário. Algumas limitações surgiram com essa solução, como interface amigável com o usuário e recursos avançados, que podiam ser obtidos pelas soluções mais tradicionais.

Vieram então as alternativas mistas de programação, onde se tentava mesclar o melhor dos dois mundos. A SUN lançou o Java, mas o padrão tem sofrido com os ataques da Microsoft, que tenta, como sempre, impor sua religião. O próprio Java tem suas limitações. Por ser uma linguagem que se pretende universal, ela necessita que o computador e sistema operacional do usuário rodem uma camada a mais, para que as aplicações Java possam ser independentes da plataforma, mas por outro lado possam ser traduzidas para as características peculiares de um Mac, Windows ou Unix. A máquina Java geralmente roda embutida no browser, que passa praticamente a ser o sistema operacional sobre o qual os aplicativos irão funcionar.

Mas até agora o ambiente ideal não foi encontrado. Muitas aplicações têm sofrido problemas quando tentam se comunicar através de redes que possuem firewalls, já que o fator “segurança” tem sido cada vez mais a preocupação dos gerentes de IT. Por outro lado, a porta 80 (dos serviços de web), não tem restrições, e sempre foi por meio dela que os serviços em PHP, ASP, eram executados, com a já comentada limitação de uma interface GUI (graphic user interface) e da ausência das vantagens de um cliente-servidor.

Como, então, resolver essas limitações? A Microsoft aposta suas fichas na plataforma .NET. Outras vertentes procuram aperfeiçoar a própria plataforma Java, e uma solução muito interessante surgiu com o nome de “Droplets”.  Ela se utiliza do padrão Java, com as vantagens de ser, portanto, independente do sistema operacional do usuário. Para que essa independência exista, sem que seja necessária a utilização de uma máquina virtual Java, os aplicativos Droplets usam uma camada muito mais fina e reduzida, para essa função. Uma vez instalada automaticamente no computador do usuário, os droplets estão livres para funcionar.

Somando-se a essas vantagens, o Droplets traz de volta o poder da programação distribuída, com a riqueza das GUI e poder de interação com o usuário. Sua solução permite aplicações distribuídas mais imunes aos recursos de segurança das redes corporativas, que possuem firewalls e controle de portas e serviços TCP/IP.

Com tanta dúvida sobre desenvolvimento de aplicações cliente-servidor em VB, Delphi, C++, ou aplicações puramente web, porém pobres em recursos GUI, como PHP e ASP, talvez valha a pena avaliar a alternativa Droplets para suas próximas aplicações. Recomendo uma pesquisa pelo site www.droplets.com e você estará pronto para tirar suas próprias conclusões.

  

Projeto AltasOndas                                                                              Washington D.C., 2005