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Suporte fará a diferença, crêem provedores locais


Fonte: JC - Online
Data: 19/01/2000

por MARIA HILDA SOBRAL
Especial para o JC

Os provedores de Internet de Pernambuco não vão se render, por hora, à onda do acesso gratuito.

“Nós nos adaptaremos ao mercado se for preciso, contudo ainda não vemos a parte publicitária como principal mantenedora do nosso negócio”, afirma Gustavo Pinheiro, diretor técnico da Hotlink. O provedor tem 80% de seu faturamento ligado ao acesso discado. Para Gustavo Pinheiro, o que fará a diferença será o serviço especializado.

A verdade é que o acesso gratuito parece não ter causado maiores sustos ao mercado local. “Não foi nenhuma surpresa para os provedores. Sabíamos do que acontecia, porém não esperávamos as empresas agirem tão rapidamente”, admite Clóvis Lacerda, diretor de Internet do Grupo Elógica.

A dúvida fica no ar entre os provedores pernambucanos. Para eles, a movimentação atual em torno do assunto ainda não é suficiente.

Clóvis Lacerda tem uma explicação para a pressa ainda não ter chegado por aqui. “Todas essas decisões vêm de São Paulo e a Abranet, certamente, não responde por nós”, declara Lacerda.

ILUSÃO – Gustavo Pinheiro, Clóvis Lacerda e Sérgio Sette, diretor da NetPe, são unânimes em afirmar que a gratuidade é uma ilusão.

“Não existe nada de graça. O suporte, o atendimento, e a responsabilidade por algum erro terão que partir de alguém. Será que as companhias telefônicas ou os bancos também farão isso?”, pergunta Pinheiro.

Os três atentam para o lucro que as companhias telefônicas terão com o acesso gratuito e crêem que a tendência é que os provedores continuem com a sua clientela cativa.

“Os pequenos provedores tentarão fazer o máximo pela adaptação ao mercado. Oferecemos um bom serviço e isso é o que conta para nós”, analisa Sette.

  

Projeto AltasOndas                                                                              Washington D.C., 2005