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Internet condominial aposta em ADSL


Fonte: JC - Online
Data: 10/11/1999

A ADSL (Linha Digital Assimétrica) é a febre do momento para quem deseja se livrar do acesso discado e da conta telefônica. Tecnologia que trabalha com o tradicional par trançado a uma velocidade de até 8 Mbps para download e 512 Kbps para envio de arquivo, a ADSL está sendo empregada por provedores como Elógica e NetBuilding como solução para a Internet condominial em edifícios - formando redes locais não compartilhadas.

No micro do usuário é colocada uma placa Ethernet, para rede local, liberando totalmente o fax/modem e o uso da linha telefônica. Por meio do par de fio trançado ou coaxial, esses micros são ligados a um roteador ADSL instalado no edifício. O roteador será responsável pela conexão com o provedor em alta velocidade. O custo não é alto - o usuário paga uma taxa pela infra-estrutura (fiação, máquina e placa) e uma mensalidade. Vantagem: tem a Internet à disposição o dia inteiro, não paga conta telefônica e deixa o telefone livre para as ligações.

"O acesso é mais rápido do que se fosse discado", elogia o estudante Bruno Arnaud, 20, que costuma entrar na Rede para se comunicar com a irmã, Manuela, 16 anos, que estuda nos Estados Unidos. Ele é um dos internautas beneficiados pela Internet instalada no edifício onde mora, nos Aflitos, pela NetBuilding, que também trabalha com linha dedicada, a LP. A empresa, próxima ao Parque da Jaqueira, já montou 15 redes em edifícios espalhados pelo Derby, Graças, Espinheiro e Casa Forte. Exige adesão mínima de oito apartamentos e cobra de cada família R$ 190,00 pela instalação e mensalidade de R$ 39,00.

Residente no Espinheiro, o administrador Francisco Bezerra está animado com sua futura conexão condominial, que será em ADSL. "Trabalho muito em casa e agora baixarei planilhas em Excel por e-mail mais rapidamente", acredita ele que, junto com outros 19 condôminos, está aderindo ao programa ApartNet, da Elógica. O provedor, que já montou 30 ApartNets, exige um mínimo de dez apartamentos e cobra pela instalação R$ 150,00 e mensalidade de R$ 40,00.

Outros provedores como Truenet e Hotlink já correm contra o tempo e pensam em aderir à ADSL, também montando Internet em condomínios. "O produto está no forno e o bolo deve sair a qualquer hora", afirma Herman Braga, diretor-executivo da Truenet, que tem 2.500 clientes. A Hotlink também trabalha para colocar no mercado sua solução até o início do próximo ano. "Mercado é mercado. E isso vai estourar", acredita o diretor comercial, Édson Perdigão.

LIMITAÇÃO - Apesar do sucesso, a ADSL ainda não é para todos. A tecnologia é limitada em distância entre a casa do internauta e o provedor, só trabalhando até, no máximo, quatro quilômetros. E, mesmo assim, seu rendimento vai caindo. Até um quilômetro, por exemplo, é apregoada uma taxa de até 8 Mbps no download e 640 Kbps para upload. Já entre 3 e 4 quilômetros, calcula-se download de 1 Mbps e 256 Kbps no envio de arquivos. "A Elógica garante um tráfego de 1 Mbps de chegada e saída de 512 Kbps", afirma o diretor de Internet, Clóvis Lacerda.

A limitação física obriga à empresa que quiser se espalhar pela região a instalar Pontos de Presença (PoP), com roteadores nas centrais telefônicas. A Elógica é o provedor que, até agora, mais se expandiu com a tecnologia. Com sede em Peixinhos, Olinda, a empresa possui PoP em Boa Viagem, Madalena e Tamarineira. Está finalizando o da Encruzilhada e planeja ainda montar mais dois - Setúbal e Boa Vista. "Já houve prédio em que não pudemos instalar mesmo a dois quarteirões da nossa sede porque o que conta não é a distância em linha reta, mas a do percurso da linha", conta Gustavo Rique, da NetBuilding. (B.M.)

  

Projeto AltasOndas                                                                              Washington D.C., 2005