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Provedor espera linha mais barata


Fonte: JC - Online
Data: 05/08/1998

A futura concorrência entre as operadoras anima os provedores de acesso à Internet, que prevêem uma queda nos preços das Linhas Privativas de Comunicação de Dados. É através das LPCDs que as empresas enviam até o backbone da Internet na região os dados despejados em seus servidores pelos internautas. Nas mãos de operadora estatais monopolistas, as LPCDs brasileiras possuem preços considerados como um dos mais altos mundo - o valor cobrado no país seria mais do que o dobro do praticado nos Estados Unidos, segundo a Sucesu.

"Quem vai ganhar é o consumidor, que terá qualidade melhor e preços mais baixos", diz Clóvis Lacerda, diretor de Internet da Elógica. Uma queda nos preços das LPCDs também beneficia as empresas que possuem link para suas redes exclusivo com o provedor.

Atualmente, o aluguel de uma LPCD de 64 Kbps - menor taxa de transmissão - custa R$ 495,85; a de 512 Kbps, R$ 1.802,42; e a de velocidade de 2 Mbps sai pela bagatela mensal de R$ 6.282,67. "Como trabalhamos com quantidade, será possível, com a iniciativa privada, fazer parceria e negociar preços mais baixos", anima-se o diretor da Nlink, Luiz Barros.

Barros também acredita num avanço tecnológico, com o fim da burocracia exigida nas empresas estatais. "Vai ser mais fácil se ter investimento. A empresa pública é muito amarrada a processo de edital, licitação. E quando consegue comprar uma tecnologia que era nova algum tempo atrás, já estará velha".

A perspectiva de investimentos e o sonho da queda de preço animam, mas os provedores podem fortes concorrentes. A legislação deixa em aberto a possibilidade de as operadoras passarem a investir também - e de forma comercial - no provimento de acesso à Internet.

"Lucro nessa área só tem que presta um bom serviço. E aí a empresa precisará de um investimento extra; de pessoal e de máquinas especializadas", analisa a diretora da Cyberland, Aisa Pereira, não acreditando na entrada das grandes operadoras nessa área. "São tantas áreas que as operadoras poderão atuar que não há razão para se voltar para o acesso à Internet", comenta o secretário-executivo do Comitê Gestor Internet-Brasil, Raphael Mandarino Júnior.

O diretor-executivo do Iteci, Guy Bruère, discorda de Mandarino. "A participação das operadoras nesse setor será uma realidade", diz o diretor do Iteci, provedor que trabalha exclusivamente para pessoas jurídicas. "E aí só ficará no mercado a empresa que agregar serviço e conteúdo ao provimento de acesso à Internet", afirma.

  

Projeto AltasOndas                                                                              Washington D.C., 2005