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Hacker entra na Elógica e altera home pages de todos os usuários


Fonte: JC - Online
Data: 20/05/1998

por FABÍOLA VIRGINIA
fabiolav@yahoo.com

Como a mídia transforma um curioso em hacker". Foi essa a mensagem lida pelos clientes da Elógica ao acessarem suas home pages e pelos internautas que entraram na página do provedor, na madrugada do último domingo. "Quando vi pela primeira vez, pensei que o hacker tinha alterado somente a nossa página principal", conta Clóvis Lacerda, diretor de Internet do grupo. Ele continua: "Só depois é que percebi que ele havia alterado as páginas-índices de todos os nossos clientes".

Segundo Lacerda, já havia sido detectado o furo de segurança de seu sistema operacional e o reparo seria feito dentro uma semana. "Foi um azar, pois o hacker atacou dias antes do nosso conserto", lamenta. Para resolver o problema, a Elógica desligou seu servidor e saiu à caça de alguma pista deixada pelo invasor. "Ele tentou apagar o rastro, mas felizmente deixou alguns indícios. Ao que tudo indica, ele é nordestino, mas não de Pernambuco", revela Clóvis.

ESTRAGO - Os dados cadastrais dos clientes da Elógica não chegaram a ser mexidos, bem como o servidor que dá acesso às páginas subsequentes dos sites. "O que deu para perceber é que ele quer competir com o nosso preço e com a qualidade dos nossos produtos", explica Lacerda, citando o texto colocado no ar: "Bem-vindo à Elógica, o verdadeiro amigo do seu dinheiro". Hoje, o grupo é o maior provedor da região Norte-Nordeste, classificado também como o quinto em todo o Brasil. "A nossa política de mercado incomoda esse cidadão. Estragar nosso produto foi a única maneira que ele encontrou para nos atingir", dispara Lacerda.

Mas o "Unabomber da Internet" - era essa a assinatura do hacker - não foi muito longe. Na segunda-feira, todas as home pages já estavam funcionando perfeitamente, junto com o correio eletrôncio e demais serviços. "Hackear a Elógica é o supra-sumo da esperteza. Diariamente, nós detectamos centenas de tentativas frustradas de ataques. A diferença, infelizmente, é que esse cara deu sorte", afirma Clóvis.

  

Projeto AltasOndas                                                                              Washington D.C., 2005