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Cybercafés são opção rápida e econômica


Fonte: JC - Online
Data: 18/03/1998

por BENIRA MAIA
benira@jc.com.br

Você direto para o mundo! Se é essa a sensação quando navega na Internet do micro instalado em casa ou no trabalho, não há motivos para não reviver a experiência durante as viagens ao Exterior. Afinal, de qualquer canto do mundo, é totalmente possivel mandar e-mails, checar a caixa postal, conversar na Internet e visitar sites. Desde que haja, evidentemente, um computador ligado à grande rede. Para não ficar desconectado e ainda matar de inveja os coleguinhas de trabalho enquanto você se esbalda em passeios ou aumentando a bagagem cultural, mantenha contato com o grande mundo virtual. Com a vantagem de que sai infinitamente mais barato do que telefonar.

Os cybercafés são a ponte ideal para quem não possui um micro ligado a Internet mundo afora. Geralmente cheios de charme, gente interessante, bebidas e cafés, esses locais possuem computadores já interligados à rede disponíveis para o consumidor. E hoje estão totalmente disseminados na maioria dos países. Nos Estados Unidos, existem mais de 500. Na Europa, são outro tanto. E em lugares com grandes fluxo turístico, como o Centro Pompidou. Ou seja, não dá para passarem desapercebidos. Que o diga a professora de programação visual Gisela Costa, 25 anos. Na viagem à França, há um ano e meio, ela não se furtou a acessar o e-mail no quiosque com cerca de 10 máquinas montado no Pompidou. "Paguei cerca de três dólares por um capuccino e usei um micro por quase 45 minutos", lembra. Nesse período, enviou mensagens para os amigos. "É muito prático. Já sabia mexer e não precisei enfrentar conversa com telefonista para me comunicar com o pessoal, além de ser mais barato", elogia.

A troca do telefone pelo micro garante uma boa economia. A média é de dois dólares por meia hora de uso no computador de um cybercafé. Já uma ligação telefônica, por exemplo, de 10 minutos de Londres para o Recife em horário comercial custa em torno de R$ 16,00. Tudo bem: não se recebe uma resposta instantânea, mas o recado estará dado e se poderá até marcar uma hora para entrar num canal de bate-papo e aí a comunicação será perfeita!

Como os cybercafés já estão conectados, o micreiro só precisará enviar a mensagem. Nem é necessário possuir um endereço, podendo usar o do próprio local - para não matar os amigos de curiosidade, o ideal, claro, é assinar a mensagem ou mesmo dar uma dica de quem esteja mandando o mail. Mas, se o consumidor preferir enviar com o seu endereço configurado lá no alto da mensagem, não há problema. Bastará reconfigurar o programa para seu endereço eletrônico (ver quadro).

A professora Gisela Costa lembra que se correspondeu com o endereço do cybercafé. "Eu não sabia reconfigurar", conta. Já o analista de sistemas Luis de La Mora, 24 anos, não teve problemas para colocar seu endereço eletrônico no Netscape Navigator quando enviou mensagens para os colegas da universidade e os parentes de um cibercafé no bairro nova-iorquino do Soho. "O cybercafé é como um novo telefone público", compara.

A reconfiguração, que demanda menos de um minuto, dá a vantagem ao usuário de abrir sua caixa postal. Há quem veja desvantagem em acessar a caixa remotamente, por causa dos links brasileiros de saída para o exterior. O diretor de Internet da Elógica - maior provedor de Pernambuco -, Clóvis Lacerda, assegura que não há mais essa demora. "Os links estão com boa velocidade", afirma. O estudante de turismo Caio Costa, 21 anos, afirma ser mínima a demora para receber as mensagens de um servidor instalado em Pernambuco. "São só poucos segundos", lembra ele, que utilizou esse recurso por uma semana na Universidade da Indiana, onde passou dois meses estudando inglês.

Para quem duvida de um acesso rápido para checar sua caixa postal, a solução é o redirecionamento dos seus mails para um endereço eletrônico internacional, como o Hotmail ou o Yahoo. Nesse caso, o usuário deve contactar o seu provedor local para que as mensagens que chegarão à caixa postal sejam redirecionadas para o servidor das empresas internacionais de e-mails gratuitos.

  

Projeto AltasOndas                                                                              Washington D.C., 2005