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Custos da informatização não são altos


Fonte: JC - Online
Data: 22/10/1997

Na hora de automatizar a loja, não pense duas vezes. Quem já optou por esse caminho não se arrepende e só tem elogios. Mas, como toda decisão, é preciso uma boa pesquisa antes. É fundamental saber quais os sistemas adotados, seus prós e contras, e, principalmente, ter a noção exata de que a firma contratada para a automação tem larga experiência e projetos bem-sucedidos na área.

A automação de uma loja não é cara. Empresários calculam que com R$ 20 mil dá para interligar toda uma loja de departamentos. Já a informatização de um estabelecimento pequeno pode custar apenas R$ 2 mil. O caminho vai despontar na segurança dos dados, agilidade e controle do comércio, mas as vias para alcançá-lo podem ser várias.

Informatizada há um ano e meio, a cadeia de lojas Fortunato Russo optou pela ligação em rede. As cinco lojas na Região Metropolitana do Recife e mais o depósito estão interligados. Ao todo, são 65 terminais. Algumas das máquinas são "burras", apenas ligadas à central e sem memória. Outras são "inteligentes", operando em rede Novell, com memória RAM de 4 e 8 MB. Parte desses terminais está à disposição dos clientes, com leitura óptica, e outro tanto se destina ao trabalho de estoque, faturamento, folha de pagamento. A automação ficou a cargo da firma goiana Potência Informática, a mesma também usada pela Ferreira Costa.

O diretor-superintendente da Fortunato Russo, João Russo, está satisfeito com o sistema, interligado por cabos ópticos e também por Linha Dedicada de Controle de Dados (LPCD), que opera a uma velocidade maior. "Está todo amarrado. Praticamente bloqueamos roubos e temos toda a situação do negócio", afirma. Segundo ele, a parte mais "complicada" da automação é conseguir uma "comunicação em cadeia que dê resultados".

Quem opta pela informatização nem sempre escolhe o caminho da interligação das lojas. Na rede de livraria Sodiler, que opera em vários estados, a comunicação entre as várias lojas é feita via fax. Mas cada um dos estabelecimentos é automatizado. Os setores funcionam independentes até mesmo em cada loja. "Essa é uma forma de evitar uma pane. Se tiver problema num setor, não afetará o outro", diz o supervisor Epitácio Cesário de Medeiros.

A informatização da livraria, iniciada em 93, foi coordenada pelo diretor da rede Augusto Corvara. Além dos tradicionais serviço de estoque, caixa e leitura óptica, o programa possui terminais de consulta que deixam o leitor bastante satisfeito e que praticamente dispensa o vendedor - tanto que diminuiu de 50 para 35 o número de funcionários distribuídos nas três lojas do Recife. A consulta sobre um livro pode ser feita através do nome do autor e título do volume - a máquina mostra se a loja tem a obra ou não, quantos exemplares há e em qual a filial. Para uma dimensão exata desse universo, todo final de expediente são "descarregados" disquetes com o andamento de cada uma das lojas, numa espécie de troca-troca de informação. Um serviço que, se as livrarias estivessem interligadas, não seria necessário.

O Shopping Center Recife será todo interligado. O projeto está sendo desenvolvido pelo pernambucano Grupo Elógica, que ainda oferecerá equipamentos e programas para a automação das lojas. A comunicação será por uma LPCD, ainda com opção de integração via Internet. Também está sendo prevista a conexão com as administradoras de cartão de crédito. "Vamos trafegar totalmente on-line", diz o diretor da Elógica Clóvis Lacerda.

  

Projeto AltasOndas                                                                              Washington D.C., 2005